sábado, 5 de outubro de 2013

O Poder da Inteligência Emocional




O Poder da Inteligência Emocional


A inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as emoções voltadas em prol de si mesmo. Para que um indivíduo se desempenhe bem esse necessita de inteligência intelectual, flexibilidade mental, objetivos traçados, equilíbrio emocional e determinação. Adquirindo a capacidade de se auto conhecer, lidar com os sentimentos, controlando-os, administrando as emoções, levando-as a serem influenciadas pelos objetivos, relacionando-se e observando o emocional de outras pessoas.
As emoções muitas vezes influenciam as pessoas em suas decisões e isso significa que esta se mantém positivamente ativa já que colabora com o amplo e global crescimento do indivíduo, emoções sobre a mente pensante e por que sentimento e razão entram tão prontamente em guerra, pensem em como o cérebro humano evoluiu, principalmente pelas mudanças nos organismos vivos no decorrer de longos períodos de tempo, essas mudanças não incluem as modificações que um organismo em particular sofre durante sua vida. Evolução trata das alterações entre gerações, alterações de forma, funcionalidade e comportamento que passam de geração para geração, por via genética. Vejamos o que ocorreu nos últimos momentos de Gary e Mary Jane Chauncey, um casal inteiramente dedicado à filha Andréa, de onze anos, confinada a uma cadeira de rodas por uma paralisia cerebral. A família Chauncey viajava num trem da Amtrak que caiu num rio, depois que uma barcaça bateu e enfraqueceu uma ponte ferroviária, na região dos pântanos da Louisiana. Pensando primeiro na filha, o casal fez o que pôde para salvar Andréa quando a água invadiu o trem; de algum modo, eles conseguiram empurrá-la por uma janela para a equipe de resgate. E morreram, quando o vagão afundou. A história de Andréa, de pais cujo último ato heroico é assegurar a sobrevivência de um filho, capta um momento de coragem quase mítica. Sem dúvida, esses incidentes de sacrifício paterno pela prole se repetiram inúmeras vezes na história e pré-história da humanidade, e inúmeras vezes mais no curso maior da evolução de nossa espécie. Visto da perspectiva dos biólogos evolucionistas, esse auto sacrifício paterno está a serviço do "sucesso reprodutivo" na transmissão dos genes a futuras gerações. Mas da perspectiva de um pai que toma uma decisão desesperada, num momento de crise, nada mais é do que amor.
Como uma intuição do objetivo e força das emoções, esse ato exemplar de heroísmo paterno atesta o papel do amor altruísta e de todas as outras emoções que sentimos na vida humana. Indica que nossos sentimentos mais profundos, nossas paixões e anseios são guias essenciais, e nossa espécie deve grande parte de sua existência à força deles nos assuntos humanos. Essa força é extraordinária: só um amor poderoso a urgência de salvar uma filha querida levaria um pai a vencer o impulso de sobrevivência pessoal.
Através do intelecto, pode dizer-se que o auto sacrifício deles foi irracional; visto do coração, era a única escolha a fazer. Os sociobiólogos indicam a preeminência do coração sobre a mente nesses momentos cruciais, quando indagam por que a evolução deu à emoção um papel tão essencial na psique humana. Nossas emoções, dizem, nos guiam quando enfrentamos provações e tarefas demasiado importantes para ser deixadas apenas ao intelecto o perigo, a dor de uma perda, a persistência numa meta apesar das frustrações, a ligação com um companheiro, a formação de uma família. Cada emoção oferece uma disposição distinta para agir; cada uma nos põe numa direção que deu certo no lidar com os recorrentes desafios da vida humana. À medida que essas situações se repetiram e repetiu ao longo de nossa história evolucionária, o valor de sobrevivência de nosso repertório emocional foi atestado se gravando em nossos nervos como tendências inatas e automáticas do coração humano.
A Maturidade Emocional nos sinaliza continuamente como aumentar nossa capacidade de raciocínio e, ao mesmo tempo, como utilizar melhor a energia de nossas emoções, a sabedoria de nossa intuição e o poder inerente a nossa capacidade de conexão num nível fundamental com nós mesmos e com aqueles que compartilhamos experiências profissionais. A intuição trabalha com nossa memória de longo prazo, utilizando de modelos e experiências, com respostas prontas, acumuladas ao longo da nossa vida, por esse
motivo à intuição de pessoas mais experientes são mais assertivas, desde que tenha leveza de espírito de um sempre aprendiz. Pode ser desenvolvida positivamente já que possui tanta influência sobre as pessoas através das observações e avaliações do próprio comportamento e sentimento, ocultando sentimentos como raiva, desânimo, frustração e substituindo-os por bom-humor, entusiasmo, positivismo.
Para a sobrevivência, nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução; possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. As emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Para a tomada de decisão, nossas emoções são uma fonte valiosa da informação; ajudam-nos a tomar decisões. Para o ajuste de limites, quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Para a comunicação, nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros; com expressões faciais e sendo verbalmente hábeis tem-se a possibilidade maior de expressar as nossas emoções.
Recentemente uma nova corrente da Quântica vem ganhando força, que trata da importância da consciência para ajudar a tornar a realidade mais justa, pacífica e prazerosa. Quem ergue a bandeira do assunto é o doutor em Física Quântica e professor emérito do Departamento de Física da Universidade de Oregon (EUA), Amit Goswami. Esse cientista indiano, autor de livros como O Universo Autoconsciente e A Física da Alma (Ed. Aleph), diz que Física Quântica é uma ciência de possibilidades que precisa ser inserida no nosso cotidiano. Para ele, as emoções servem como caminho para alcançar uma vida criativa. “Parece que hoje, homens e mulheres cuidam apenas do sucesso material e deixam o emocional de lado. Enquanto as emoções não forem resgatadas, não poderemos evoluir”, declara. Para ajudar a equilibrar os sentimentos, Goswami desenvolveu um tipo de meditação que chama de “praticar a presença do amor”. “Você realiza seu trabalho diário da mesma forma, mas de tempos em tempos verifica se sua energia está voltada para o chacra do coração, e chacras são canais dentro do corpo onde a energia circula”, explica. Se ela não estiver, é preciso trazê-la de volta, o que pode ser feito lembrando-se de um momento de afeto ou dando risada. Com a prática, a agressividade diminui e a pessoa se sente mais relaxada e amistosa. Estamos vivendo novos tempos, nossa época, muitos aponta indícios de uma involução da humanidade.  Mais é importante ressaltar, que se trata de um foco míope, essa forma distorcida de ver as coisas só nos afasta da Luz sempre presente na escuridão. Essa Luz pode ser chamada de amor ou de conhecimento. Seja como for, sua chama expande a cada dia, eu diria que faz parte da transição planetária, e revela que a civilização está em pleno processo de renascimento, à medida que os antigos conceitos de vida têm ruído, dando lugar a uma nova mentalidade, ou seja, um homem e mulher renascendo para servir seu próximo, apesar de tudo estamos evoluindo.
O autoconhecimento é fundamental para desenvolvermos o nosso interior e fortalecer a autoestima. É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo. Busca cuidar da pele, mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos, mas quase sempre esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro para fora, ou seja, nossa reforma interior de forma que possamos nos conhecer profundamente. Sócrates já antecipava, “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”, porque deus habita dentro de nós mesmo, é uma das máximas de Delfos e foi inscrita no pronaos (pátio) do Templo de Apolo em Delfos de acordo com o escritor Pausanias.
Para a união, nossas emoções são, talvez, a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem universais. Quando estamos bem com nós mesmo todos percebem, não pela roupa que estou usando, ou o carro que estou dirigindo, mas pelo brilho no olhar, o encanto do sorriso no rosto, a paz na minha intimidade do meu eu em espírito, tudo isso requer equilíbrio emocional para vivermos bem junto com no nosso próximo. Finalmente podemos concluir que o equilíbrio emocional, é a percepção que temos do outro está diretamente ligada à que temos a respeito de nós mesmo, a inteligência emocional nada mais é do que um estágio avançado na evolução do pensamento humano, onde a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o estado emocional próprio ou de outra pessoa seja dada de forma organizada.


Notas Bibliográficas
ANTUNES, Celso. A inteligência emocional na construção do novo eu. 12. Ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Edição revista. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 370 p.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. 5.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.
Bruce H. Lipton, Steve Bhaerman. Evolução Espontânea Ed. Butterfly, 2013.

PESQUISAS feitas no meio eletrônico, como sites de busca (Google).

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