quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Por uma Estratégia de Desenvolvimento Integral: Tributação Progressiva e o Estado de Bem-Estar Social no Brasil Contemporâneo

 

Por uma Estratégia de Desenvolvimento Integral: Tributação Progressiva e o Estado de Bem-Estar Social no Brasil Contemporâneo

 

Autor: Waldemiro Pereira da Cruz Junior

 

Resumo

Este ensaio propõe uma reflexão sobre os fundamentos de uma estratégia de desenvolvimento nacional para o Brasil, articulando as dimensões econômica, social e ambiental. Defende-se que tal projeto deve transcender a esfera técnica para se tornar um horizonte ético compartilhado pela sociedade. O artigo estrutura-se em três pilares indissociáveis: a definição de um objetivo final civilizatório, a trajetória macroeconômica facilitadora e as políticas públicas concretizadoras. Com base nos preceitos clássicos de David Ricardo e nas contribuições contemporâneas de André Lara Resende e Gustavo Franco, argumenta-se que um sistema tributário progressivo é não apenas uma ferramenta de justiça social, mas também um imperativo de eficiência econômica para financiar um Estado de Bem-Estar Social robusto — condição essencial para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e inclusivo.

Palavras-chave: Desenvolvimento Nacional. Estado de Bem-Estar Social. Tributação Progressiva. David Ricardo. Macroeconomia do Desenvolvimento.

 

Abstract

This essay reflects on the foundations of a national development strategy for Brazil, integrating economic, social, and environmental dimensions. It argues that such a project must transcend technical parameters to become an ethical horizon shared by society. The paper is structured around three interdependent pillars: the definition of a civilizational end goal, the macroeconomic trajectory that enables it, and the public policies that materialize it. Drawing on David Ricardo’s classical principles and the contemporary insights of André Lara Resende and Gustavo Franco, it argues that a progressive tax system is not only a tool for social justice but also an economic imperative for financing a robust Welfare State — an essential condition for truly sustainable and inclusive development.

Keywords: National Development. Welfare State. Progressive Taxation. David Ricardo. Development Macroeconomics.

 

 Introdução

A construção de um projeto nacional de desenvolvimento é um empreendimento que exige mais do que a mera soma de políticas setoriais; requer uma visão integrada e mobilizadora que emule o imaginário social, transformando-se em uma utopia orientadora. Este artigo postula que uma estratégia factível e transformadora deve assentar-se sobre três pilares inseparáveis: a definição do “ponto final” social desejado; a trajetória macroeconômica que viabiliza sua consecução; e as políticas públicas que, simultaneamente, promovem justiça social e alimentam o projeto desenvolvimentista.

Para além de instrumentos, objetivos e metas, é imperativo que essa estratégia se converta em um sonho coletivo, capaz de galvanizar a nação. Uma sociedade que não sonha dificilmente almeja objetivos claros e compartilhados. O objetivo central deste trabalho é, portanto, esboçar os contornos desse projeto, com especial ênfase na administração fiscal e no sistema tributário, revisitando os ensinamentos de David Ricardo (1982) e dialogando com as reflexões contemporâneas de André Lara Resende (2017), que denuncia a rigidez dogmática da macroeconomia convencional, e Gustavo Franco (2005), que reflete sobre o sentido ético e humano da economia como ciência social.

 

O Horizonte Civilizatório: o Estado de Bem-Estar Social como Fim

 

O objetivo final de uma estratégia de desenvolvimento nacional deve ser a edificação de uma sociedade organizada em torno de uma política eficaz de pleno emprego em ocupações dignas e saudáveis. Esse projeto contempla uma sociedade intrinsecamente democrática, tecnologicamente avançada e ambientalmente sustentável. A infraestrutura material — logística, energia, saneamento e transportes — deve ser moderna e universal, servindo como base para a prosperidade coletiva.

Esse conjunto de aspirações encontra sua síntese conceitual no Estado de Bem-Estar Social, considerado a maior conquista civilizatória do século XX (MARSHALL, 1967). Tal modelo conformou um ambiente institucional que valoriza simultaneamente a liberdade individual, a atividade empresarial, a gestão republicana e a justiça social.

Contudo, sua sustentabilidade requer uma economia que subordine a lógica financeira aos objetivos sociais. É nesse ponto que o pensamento de Lara Resende (2017) torna-se particularmente relevante. Em A Crise da Macroeconomia, o autor afirma que o paradigma tradicional, ancorado na escassez e na neutralidade da moeda, perdeu validade. Para ele, o Estado, como emissor soberano da moeda, não é um agente doméstico comum; portanto, a austeridade fiscal cega pode inviabilizar o próprio desenvolvimento. A economia deve estar a serviço da sociedade — e não o contrário.

 

 A Macroeconomia a Serviço do Desenvolvimento

 

O modelo macroeconômico é a espinha dorsal que sustenta ou inviabiliza um projeto desenvolvimentista. O tripé composto pela política fiscal, monetária e cambial deve ser coordenado para criar um ambiente de baixo custo orçamentário, permitindo o financiamento das políticas sociais universalistas.

Políticas monetárias excessivamente restritivas, com juros elevados, impõem um fardo pesado ao orçamento público via serviço da dívida, comprimindo os gastos em áreas essenciais como saúde e educação. Existe, assim, uma clara tensão entre as políticas macroeconômicas e as sociais.

Lara Resende (2017) denuncia que a macroeconomia dominante ainda opera sob uma “visão pré-keynesiana”, tratando a moeda como neutra e o Estado como devedor comum. Ao reabilitar a dimensão política da economia, o autor propõe uma macroeconomia da abundância responsável, na qual a capacidade produtiva e o bem-estar social são os verdadeiros limites à expansão do gasto público.

Em consonância, Gustavo Franco (2005), em *Cartas a um Jovem Economista, recorda que a economia é uma disciplina moral, dependente de valores, escolhas e visões de mundo. O desafio do economista, segundo ele, é harmonizar eficiência técnica com justiça social — o que implica uma leitura ética da política econômica.

Portanto, uma macroeconomia a serviço do desenvolvimento deve romper com o dogma da neutralidade fiscal e reconhecer que o gasto público socialmente produtivo é um investimento em capital humano e coesão nacional, não uma despesa a ser contida.

 

A Administração Fiscal Desenvolvimentista e a Herança de Ricardo

A administração fiscal desenvolvimentista deve conciliar três objetivos: fazer justiça social, manter a economia em rota de crescimento com geração de empregos e gerir a dívida pública com responsabilidade. O equilíbrio orçamentário não é um fim em si mesmo, mas um instrumento macroeconômico.

Como demonstra a história econômica, orçamentos se equilibram em períodos de crescimento robusto, não através de cortes recessivos que, ao deprimir a atividade econômica, reduzem a arrecadação e ampliam os déficits.

A justiça social na administração fiscal é perseguida tanto pela via dos gastos quanto pela arrecadação. É neste ponto que os postulados de David Ricardo (1982) se mostram profeticamente contemporâneos. Para o autor, um bom sistema tributário deve ser claro, econômico na cobrança e incidir sobre a renda, e não sobre o capital. Ele alertava que “os impostos sobre a produção ou sobre os lucros do capital... seriam, em última análise, transferidos para o consumidor, através de preços mais altos, ou absorvidos pelo produtor, corroendo os fundos destinados à acumulação” (RICARDO, 1982, p. 123).

Essa visão encontra eco nas preocupações contemporâneas com a regressividade tributária e com a financeirização da economia. Tanto Lara Resende quanto Franco reconhecem que a racionalidade fiscal deve estar a serviço da prosperidade coletiva, e não submissa ao automatismo dos mercados. O sistema tributário progressivo é, assim, o elo entre a tradição clássica e a sensibilidade moderna: **tributar a riqueza improdutiva e liberar o potencial humano.

 

Considerações Finais

 

A estratégia de desenvolvimento aqui delineada é, antes de tudo, um convite para sonhar um Brasil mais próspero, justo e sustentável. Ela não se realiza apenas na técnica, mas na capacidade de mobilizar a sociedade em torno de um projeto comum. O Estado de Bem-Estar Social emerge como o horizonte civilizatório desse esforço, e sua viabilidade depende criticamente de um pacto fiscal inteligente e justo.

Revisitar David Ricardo não é um exercício de arqueologia econômica, mas uma forma de recuperar insights estruturantes sobre a relação entre tributação, acumulação e equidade. O diálogo com André Lara Resende e Gustavo Franco revela que a macroeconomia é, antes de tudo, uma escolha civilizatória. Reformar o sistema tributário e reconceber a política macroeconômica como instrumentos de desenvolvimento integral é um desafio simultaneamente técnico e ético.

A construção desse futuro não é uma mera carta de intenções, mas um imperativo moral e histórico para a nação brasileira.

 



Referências

 

FRANCO, Gustavo. Cartas a um Jovem Economista. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

KEYNES, John Maynard. *A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Atlas, 1982.

LARA RESENDE, André. A Crise da Macroeconomia: Crítica à Ortodoxia e à Falácia da Escassez Monetária. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

MARSHALL, T. H. Cidadania, Classe Social e Status. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.

RICARDO, David. Princípios de Economia Política e Tributação. São Paulo: Nova Cultural, 1982. (Os Economistas).

SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Reflexão: A Era sem Narrativas

O Fim das Narrativas e a Morte do Futuro: Reflexões a partir de Byung-Chul Han

Resumo

O presente artigo reflete sobre o conceito de “crise da narração” formulado pelo filósofo Byung-Chul Han, examinando como o excesso de informações e o ritmo acelerado da vida contemporânea dissolvem a continuidade da experiência e, por consequência, o sentido espiritual da existência. Analisa-se a perda da narrativa como sintoma de uma modernidade técnica e desumanizada, que reduz o tempo à instantaneidade e o futuro à mera atualização. Argumenta-se que a recuperação da dimensão narrativa e espiritual é condição essencial para a esperança e para a reconstrução do sentido humano do tempo.

Palavras-chave: Byung-Chul Han; narrativa; espiritualidade; modernidade; tempo.


1. A Crise da Narração e a Fragmentação do Tempo

Vivemos em uma época que celebra a velocidade, a conexão e a atualização constante. Cada segundo é preenchido por dados, opiniões e notificações. Mas sob a aparência de movimento, esconde-se um esvaziamento silencioso: perdemos o fio da narrativa. É isso que o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han (2023) chama de “a crise da narração” — uma crise que não é apenas literária, mas existencial.

A narração, segundo Han, é o modo humano de dar sentido ao tempo. Contar uma história é costurar passado, presente e futuro em uma unidade viva. É criar continuidade onde o caos ameaça dominar. No entanto, o tsunami de informações do mundo digital fragmenta o tempo em instantes. O presente se torna absoluto, tirânico. O passado já não orienta, e o futuro se reduz a um “update” — uma atualização técnica, sem transcendência.

O resultado é uma forma de vida sem história. Movemo-nos de um problema para outro, de uma crise para a seguinte, de uma tela para outra. A vida torna-se sobrevivência: uma sequência de respostas imediatas, sem horizonte. Resolver problemas substitui o ato de sonhar. A técnica substitui o sentido. O indivíduo moderno, apesar de saturado de estímulos, sente-se vazio — porque vive sem narrativa, sem interioridade e, portanto, sem espiritualidade.


2. Espiritualidade e Esperança: A Dimensão Perdida

Sem espiritualidade, não há futuro.
O futuro não é apenas o que virá — é o que podemos imaginar. E imaginar é um ato espiritual, um gesto de transcendência. Quando Han (2023) afirma que “somente a narração desvela o futuro, somente ela dá esperança”, ele nos lembra que a esperança é uma forma de fé — fé na continuidade, fé na capacidade de transformar o presente em algo maior.

A espiritualidade, nesse contexto, não precisa ser religiosa; ela é a experiência de profundidade que nos reconecta com o sentido do tempo, com a escuta, com o outro e com o invisível que orienta a existência. É o antídoto contra o imediatismo da era digital.
Em sintonia com Walter Benjamin (1985), Han mostra que o narrador é aquele que transforma experiência em sabedoria. A perda da narrativa, portanto, é também a perda da sabedoria, substituída pela informação descartável.

Portanto, a pergunta essencial não é apenas se há futuro sem espiritualidade, mas que tipo de futuro é possível sem ela. Um futuro sem narrativa será apenas a repetição acelerada do presente — técnico, funcional, mas sem alma. Já um futuro espiritual, narrativo e simbólico, é aquele que reabre o tempo à esperança, à memória e ao sonho.


3. Fecho Filosófico e Poético: O Silêncio como Resistência

Quando tudo fala ao mesmo tempo, só o silêncio guarda sentido.
É no espaço silencioso entre uma informação e outra que o ser reencontra a si mesmo — não como dado, mas como história. O silêncio é o lugar onde o tempo se recompõe, onde a vida deixa de ser fluxo e volta a ser rio.

Byung-Chul Han (2015) nos lembra, em O Aroma do Tempo, que apenas o tempo contemplativo pode devolver à vida sua profundidade perdida. O sujeito que não se permite silenciar torna-se escravo da urgência — e o urgente é sempre raso.

Resistir, hoje, é calar, escutar e narrar novamente.
Resistir é voltar a escrever o próprio destino, devolvendo ao tempo sua espessura espiritual. É acreditar que a esperança ainda pode nascer da lentidão e que a alma, mesmo fragmentada, ainda deseja continuidade.

Somente onde o tempo se faz lento, o futuro volta a florescer.
E somente quem reencontra o silêncio — esse intervalo sagrado entre o som e o sentido — pode, enfim, reencontrar o caminho da esperança.


Referências

BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: ______. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 197–221.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

HAN, Byung-Chul. A crise da narração. Lisboa: Relógio D’Água, 2023.

HAN, Byung-Chul. O aroma do tempo: um ensaio filosófico sobre a arte da demora. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. 10. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.





quinta-feira, 30 de outubro de 2025

 



Por um Projeto Nacional de Desenvolvimento: Articulando Finalidades, Trajetórias e Políticas para o Brasil

 

Resumo: Este artigo propõe uma estrutura teórica para um projeto nacional de desenvolvimento no Brasil, argumentando que sua eficácia reside na articulação inseparável entre três pilares: a definição de um horizonte social desejado (o "ponto final"), a adoção de uma trajetória macroeconômica compatível e a implementação de políticas públicas universalistas. Defende-se que, para transcender o plano das intenções, tal projeto deve se tornar uma utopia mobilizadora no imaginário coletivo. O Estado de Bem-Estar Social é apresentado como o conceito-síntese desse horizonte, cuja viabilidade depende de um pacto social que combine investimento público e capitalismo privado, lastreado por uma administração fiscal progressiva e políticas macroeconômicas de baixo custo orçamentário.

 

Palavras-chave: Desenvolvimento Nacional; Estado de Bem-Estar Social; Política Macroeconômica; Justiça Fiscal; Políticas Universalistas.

 

1. Introdução: A Necessidade de um Projeto Nacional Integral

 

A formulação de uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil demanda uma visão que transcenda a mera gestão econômica de curto prazo. É imperativo conceber um projeto integral, estruturado em três pilares fundamentais e inseparáveis: (I) a definição de um "ponto final" – uma visão clara e compartilhada da sociedade almejada; (II) a delineação de uma trajetória macroeconômica que facilite a transição para esse destino; e (III) a implementação de políticas públicas concretas que, simultaneamente, promovam justiça social e alimentem dinamicamente o projeto de desenvolvimento.

Contudo, a mera existência de um plano técnico é insuficiente. Para ser factível, uma estratégia de desenvolvimento nacional deve emular o imaginário da sociedade, transformando-se em um sonho coletivo, uma utopia mobilizadora e uma questão de honra nacional. Sem essa dimensão cultural e simbólica, o projeto arrisca-se a permanecer como uma carta de intenções, destituída do poder de mobilizar a maioria dos cidadãos. Uma sociedade que não sonha, nunca almeja objetivos claros.

 

2. O "Ponto Final": O Estado de Bem-Estar Social como Horizonte Civilizatório

O objetivo último de uma estratégia nacional deve ser a construção de um país onde a sociedade esteja organizada com base no pleno emprego de qualidade. Esse horizonte, sintetizado no conceito de Estado de Bem-Estar Social, constitui a maior conquista da civilização ocidental no século XX, por ter conformado um ambiente institucional que valoriza a liberdade, a individualidade, o trabalho, a atividade empresarial, a gestão republicana do Estado, a justiça e o bem-estar.

A sociedade desejada deve ser:

  •          Democrática e Politicamente Inclusiva, assegurando a participação ampla nos processos decisórios.
  •  Tecnologicamente Avançada, o que confere resiliência e flexibilidade para refutardeterminismos e redesenhar planos de futuro.
  •        Ambientalmente Organizada, integrando a sustentabilidade como premissa do progresso.

 

Para a realização desse projeto, são componentes imprescindíveis e indissociáveis:

 

1.  Um sistema fiscal progressivo e solidário, tanto do ponto de vista intrageração quanto intergeracional.

2.  Um sistema distributivo de renda e riqueza que combata as desigualdades extremas.

3.  Um sistema de geração de igualdade de oportunidades, alicerçado em sistemas públicos, gratuitos e universalistas de saúde e educação de qualidade em todos os níveis.

4.  Uma infraestrutura e logística modernas e adequadas, incluindo uma matriz energética bem planejada, acesso universalizado a água potável, saneamento básico e energia elétrica, e uma malha de transporte de alta qualidade para pessoas e mercadorias.

É crucial destacar que a construção do Estado de Bem-Estar Social no contexto contemporâneo não é sinônimo de Estado interventor ou de capitalismo de Estado. Pelo contrário, é dever do Estado abrir uma nova agenda de investimentos, atraindo o Capitalismo Privado como um parceiro necessário para complementar seus esforços e alavancar o crescimento econômico que o país necessita.

 

3. A Trajetória Macroeconômica: Compatibilidade com o Desenvolvimento

 

O modelo macroeconômico é uma condição necessária para o sucesso de um projeto desenvolvimentista. As políticas que compõem o tripé macroeconômico –fiscal, monetária e cambial – devem ser calibras para serem compatíveis com os objetivos sociais.

A relação entre essas políticas e o desenvolvimento é evidente. Por exemplo, uma política monetária de juros elevados impõe custos orçamentários exorbitantes com o serviço da dívida pública, o que, por sua vez, comprime o espaço para gastos em saúde, educação e outras políticas sociais universalistas. Dado que as políticas sociais são, em essência, políticas de gastos, e que sempre existem restrições orçamentárias, gastos macroeconômicos de alto custo contrapõem-se diretamente aos gastos sociais.

Conclui-se, portanto, que existem políticas macroeconômicas incompatíveis com o desenvolvimento, notadamente aquelas que exigem um elevado custo orçamentário. Neste ensaio, defende-se a perspectiva das políticas sociais universalistas, as quais, por mobilizarem mais recursos, são compatíveis apenas com políticas macroeconômicas de baixo custo orçamentário.

 

4. A Administração Fiscal como Instrumento de Justiça Social

 

A administração fiscal, entendida como o conjunto da política tributária, de gastos e de gestão da dívida pública, é um eixo central para o desenvolvimento. Uma gestão fiscal desenvolvimentista deve perseguir, de forma integrada, três objetivos: fazer justiça social, manter a economia em rota de crescimento com geração de empregos e gerir a dívida pública em uma trajetória contabilmente responsável.

 

4.1. A Busca do Equilíbrio Orçamentário: Uma Perspectiva Macroeconomicamente Informada

 

O equilíbrio orçamentário é um objetivo desejável, mas não por dogmas morais ou analogias com a economia doméstica. Sua motivação é macroeconômica: um governo com finanças mais próximas do equilíbrio possui maior "munição" para implementar políticas fiscais contracíclicas durante recessões. A história econômica demonstra que orçamentos se equilibram quando as economias crescem, enquanto déficits e dívidas se ampliam em períodos de estagnação. Portanto, o que promove o equilíbrio orçamentário não são cortes de gastos, mas sim políticas macroeconômicas que induzem um crescimento robusto. Políticas de austeridade fiscal, ao reduzirem o crescimento e a arrecadação, frequentemente produzem o resultado oposto ao desejado, aumentando o déficit e a dívida.

 

4.2. A Política Tributária Progressiva: Alicerce da Justiça Social

A justiça social deve ser perseguida não apenas pelos gastos, mas também pela arrecadação. Em uma sociedade capitalista e democrática, os tributos são a contrapartida civilizatória para a prestação de serviços essenciais e promotores de justiça.

O princípio da progressividade tributária é fundamental. Ele estabelece que aqueles com maiores rendimentos e patrimônio devem contribuir com alíquotas mais elevadas, enquanto os menos afortunados pagam menos ou são isentos. A justiça tributária opera em duas frentes: na arrecadação e no gasto. Um sistema tributário progressivo e adequado é aquele que tributa preferencialmente a parcela da renda que não seria consumida pelos mais abastados, transferindo-a, monetariamente ou in natura, para garantir acesso a bens e serviços aos mais necessitados.

Para tanto, é imperativo que a maior parte da arrecadação provenha de impostos diretos (sobre renda e patrimônio), que podem ser calibrados conforme a capacidade contributiva. Os impostos indiretos (sobre consumo), por sua vez, são regressivos, pois incidem com o mesmo percentual sobre ricos e pobres, penalizando desproporcionalmente a renda dos últimos.

Finalmente, a justiça social exige impedir a cristalização de privilégios hereditários que corrompem a igualdade de oportunidades. A tributação progressiva sobre heranças de grande magnitude é um instrumento crucial para assegurar que a distinção entre os indivíduos decorra de seu mérito e capacidade, e não da fortuna acumulada por seus antepassados.

 

5. Conclusão: A Síntese Necessária

 

A construção de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil é um empreendimento complexo que exige a integração elegante de finalidades, instrumentos e sonhos. O caminho aqui esboçado aponta para a necessidade de um pacto social amplo, onde o Estado de Bem-Estar Social sirva como farol, orientando uma trajetória macroeconômica prudente e de baixo custo, e políticas fiscais e sociais corajosas e universalistas.

Acima de tudo, este projeto precisa ser mais do que um documento técnico; deve se tornar uma narrativa poderosa capaz de capturar a imaginação da nação. Só quando o desenvolvimento se transformar em um sonho coletivo, uma utopia compartilhada e uma causa nacional, é que ele terá a força necessária para superar os obstáculos e guiar o Brasil em direção a um futuro mais próspero, justo e sustentável.

 

Referências Bibliográficas

 

BRESSER-PEREIRA, L. C. Construção do Estado do Bem-Estar na periferia do capitalismo: a experiência brasileira. São Paulo: Editora 34, 2022.

______. Do desenvolvimento nacional ao desenvolvimento inclusivo. Revista de Economia Política, v. 42, n. 1, p. 5-25, jan. 2022.

FURTADO, C. O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.

______. Formação econômica do Brasil. 32. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

KEYNES, J. M. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São Paulo: Atlas, 2009.

MARSHALL, T. H. Cidadania, classe social e status**. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.

NORTH, D. C.; WALLIS, J. J.; WEINGAST, B. R. Violência e ordens sociais: um quadro conceitual para interpretar a história da humanidade. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Revenue Statistics in Latin America and the Caribbean 2023. Paris: OECD Publishing, 2023.

PIKETTY, T. **O capital no século XXI**. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.

______. Capital e Ideologia. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020.

RAWLS, J. **Uma teoria da justiça. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

STIGLITZ, J. E. A globalização e seus malefícios: a promessa não cumprida de benefícios globais. São Paulo: Futura, 2002.

______. O preço da desigualdade. São Paulo: Bertrand Brasil, 2016.

 

Nota Explicativa sobre as Referências:

As referências foram selecionadas para embasar os principais eixos do artigo:

1.  Fundamentos do Desenvolvimento Brasileiro: As obras de Celso Furtado e Luiz Carlos Bresser-Pereira são essenciais para qualquer discussão sobre projetos nacionais de desenvolvimento no Brasil, fornecendo a base para a crítica e a proposta apresentadas.

2.  Estado de Bem-Estar Social: A referência a T.H. Marshall fundamenta a concepção de cidadania e direitos sociais, enquanto Bresser-Pereira discute sua aplicação no contexto periférico.

3.  Justiça Fiscal e Desigualdade: Thomas Piketty e Joseph Stiglitz oferecem a base teórica e empírica para a defesa de um sistema tributário progressivo e a crítica às desigualdades de renda e riqueza.

4.  Teoria da Justiça: A obra clássica de John Rawls sustenta filosoficamente o princípio da justiça social e da equidade que permeia o artigo.

5.  Desenvolvimento como Liberdade: Amartya Sen amplia o conceito de desenvolvimento para além do crescimento econômico, alinhando-se com a visão multidimensional defendida no texto.

6.  Macroeconomia e Instituições: John Maynard Keynes é a referência fundamental para a defesa de políticas contracíclicas. Douglas North et al. fornecem o suporte sobre o papel das instituições na conformação do desenvolvimento.

7.  Dados Comparativos: A referência da OCDE serve para embasar comparações internacionais sobre sistemas tributários e políticas públicas, conferindo um caráter empírico ao argumento.

sábado, 5 de outubro de 2013

O Poder da Inteligência Emocional




O Poder da Inteligência Emocional


A inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as emoções voltadas em prol de si mesmo. Para que um indivíduo se desempenhe bem esse necessita de inteligência intelectual, flexibilidade mental, objetivos traçados, equilíbrio emocional e determinação. Adquirindo a capacidade de se auto conhecer, lidar com os sentimentos, controlando-os, administrando as emoções, levando-as a serem influenciadas pelos objetivos, relacionando-se e observando o emocional de outras pessoas.
As emoções muitas vezes influenciam as pessoas em suas decisões e isso significa que esta se mantém positivamente ativa já que colabora com o amplo e global crescimento do indivíduo, emoções sobre a mente pensante e por que sentimento e razão entram tão prontamente em guerra, pensem em como o cérebro humano evoluiu, principalmente pelas mudanças nos organismos vivos no decorrer de longos períodos de tempo, essas mudanças não incluem as modificações que um organismo em particular sofre durante sua vida. Evolução trata das alterações entre gerações, alterações de forma, funcionalidade e comportamento que passam de geração para geração, por via genética. Vejamos o que ocorreu nos últimos momentos de Gary e Mary Jane Chauncey, um casal inteiramente dedicado à filha Andréa, de onze anos, confinada a uma cadeira de rodas por uma paralisia cerebral. A família Chauncey viajava num trem da Amtrak que caiu num rio, depois que uma barcaça bateu e enfraqueceu uma ponte ferroviária, na região dos pântanos da Louisiana. Pensando primeiro na filha, o casal fez o que pôde para salvar Andréa quando a água invadiu o trem; de algum modo, eles conseguiram empurrá-la por uma janela para a equipe de resgate. E morreram, quando o vagão afundou. A história de Andréa, de pais cujo último ato heroico é assegurar a sobrevivência de um filho, capta um momento de coragem quase mítica. Sem dúvida, esses incidentes de sacrifício paterno pela prole se repetiram inúmeras vezes na história e pré-história da humanidade, e inúmeras vezes mais no curso maior da evolução de nossa espécie. Visto da perspectiva dos biólogos evolucionistas, esse auto sacrifício paterno está a serviço do "sucesso reprodutivo" na transmissão dos genes a futuras gerações. Mas da perspectiva de um pai que toma uma decisão desesperada, num momento de crise, nada mais é do que amor.
Como uma intuição do objetivo e força das emoções, esse ato exemplar de heroísmo paterno atesta o papel do amor altruísta e de todas as outras emoções que sentimos na vida humana. Indica que nossos sentimentos mais profundos, nossas paixões e anseios são guias essenciais, e nossa espécie deve grande parte de sua existência à força deles nos assuntos humanos. Essa força é extraordinária: só um amor poderoso a urgência de salvar uma filha querida levaria um pai a vencer o impulso de sobrevivência pessoal.
Através do intelecto, pode dizer-se que o auto sacrifício deles foi irracional; visto do coração, era a única escolha a fazer. Os sociobiólogos indicam a preeminência do coração sobre a mente nesses momentos cruciais, quando indagam por que a evolução deu à emoção um papel tão essencial na psique humana. Nossas emoções, dizem, nos guiam quando enfrentamos provações e tarefas demasiado importantes para ser deixadas apenas ao intelecto o perigo, a dor de uma perda, a persistência numa meta apesar das frustrações, a ligação com um companheiro, a formação de uma família. Cada emoção oferece uma disposição distinta para agir; cada uma nos põe numa direção que deu certo no lidar com os recorrentes desafios da vida humana. À medida que essas situações se repetiram e repetiu ao longo de nossa história evolucionária, o valor de sobrevivência de nosso repertório emocional foi atestado se gravando em nossos nervos como tendências inatas e automáticas do coração humano.
A Maturidade Emocional nos sinaliza continuamente como aumentar nossa capacidade de raciocínio e, ao mesmo tempo, como utilizar melhor a energia de nossas emoções, a sabedoria de nossa intuição e o poder inerente a nossa capacidade de conexão num nível fundamental com nós mesmos e com aqueles que compartilhamos experiências profissionais. A intuição trabalha com nossa memória de longo prazo, utilizando de modelos e experiências, com respostas prontas, acumuladas ao longo da nossa vida, por esse
motivo à intuição de pessoas mais experientes são mais assertivas, desde que tenha leveza de espírito de um sempre aprendiz. Pode ser desenvolvida positivamente já que possui tanta influência sobre as pessoas através das observações e avaliações do próprio comportamento e sentimento, ocultando sentimentos como raiva, desânimo, frustração e substituindo-os por bom-humor, entusiasmo, positivismo.
Para a sobrevivência, nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução; possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. As emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Para a tomada de decisão, nossas emoções são uma fonte valiosa da informação; ajudam-nos a tomar decisões. Para o ajuste de limites, quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Para a comunicação, nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros; com expressões faciais e sendo verbalmente hábeis tem-se a possibilidade maior de expressar as nossas emoções.
Recentemente uma nova corrente da Quântica vem ganhando força, que trata da importância da consciência para ajudar a tornar a realidade mais justa, pacífica e prazerosa. Quem ergue a bandeira do assunto é o doutor em Física Quântica e professor emérito do Departamento de Física da Universidade de Oregon (EUA), Amit Goswami. Esse cientista indiano, autor de livros como O Universo Autoconsciente e A Física da Alma (Ed. Aleph), diz que Física Quântica é uma ciência de possibilidades que precisa ser inserida no nosso cotidiano. Para ele, as emoções servem como caminho para alcançar uma vida criativa. “Parece que hoje, homens e mulheres cuidam apenas do sucesso material e deixam o emocional de lado. Enquanto as emoções não forem resgatadas, não poderemos evoluir”, declara. Para ajudar a equilibrar os sentimentos, Goswami desenvolveu um tipo de meditação que chama de “praticar a presença do amor”. “Você realiza seu trabalho diário da mesma forma, mas de tempos em tempos verifica se sua energia está voltada para o chacra do coração, e chacras são canais dentro do corpo onde a energia circula”, explica. Se ela não estiver, é preciso trazê-la de volta, o que pode ser feito lembrando-se de um momento de afeto ou dando risada. Com a prática, a agressividade diminui e a pessoa se sente mais relaxada e amistosa. Estamos vivendo novos tempos, nossa época, muitos aponta indícios de uma involução da humanidade.  Mais é importante ressaltar, que se trata de um foco míope, essa forma distorcida de ver as coisas só nos afasta da Luz sempre presente na escuridão. Essa Luz pode ser chamada de amor ou de conhecimento. Seja como for, sua chama expande a cada dia, eu diria que faz parte da transição planetária, e revela que a civilização está em pleno processo de renascimento, à medida que os antigos conceitos de vida têm ruído, dando lugar a uma nova mentalidade, ou seja, um homem e mulher renascendo para servir seu próximo, apesar de tudo estamos evoluindo.
O autoconhecimento é fundamental para desenvolvermos o nosso interior e fortalecer a autoestima. É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo. Busca cuidar da pele, mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos, mas quase sempre esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro para fora, ou seja, nossa reforma interior de forma que possamos nos conhecer profundamente. Sócrates já antecipava, “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”, porque deus habita dentro de nós mesmo, é uma das máximas de Delfos e foi inscrita no pronaos (pátio) do Templo de Apolo em Delfos de acordo com o escritor Pausanias.
Para a união, nossas emoções são, talvez, a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem universais. Quando estamos bem com nós mesmo todos percebem, não pela roupa que estou usando, ou o carro que estou dirigindo, mas pelo brilho no olhar, o encanto do sorriso no rosto, a paz na minha intimidade do meu eu em espírito, tudo isso requer equilíbrio emocional para vivermos bem junto com no nosso próximo. Finalmente podemos concluir que o equilíbrio emocional, é a percepção que temos do outro está diretamente ligada à que temos a respeito de nós mesmo, a inteligência emocional nada mais é do que um estágio avançado na evolução do pensamento humano, onde a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o estado emocional próprio ou de outra pessoa seja dada de forma organizada.


Notas Bibliográficas
ANTUNES, Celso. A inteligência emocional na construção do novo eu. 12. Ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Edição revista. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 370 p.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. 5.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.
Bruce H. Lipton, Steve Bhaerman. Evolução Espontânea Ed. Butterfly, 2013.

PESQUISAS feitas no meio eletrônico, como sites de busca (Google).

domingo, 2 de junho de 2013

O Nordeste, a Seca e os festejos de São João


São Paulo - Está chegando o São João no Nordeste, muitos querem festa em vez de reflexão, muitas mães choram ao ver seus filhos beberem água contaminada, escura e fétida, mas não há outra água.
Pequenos agricultores se desesperam ao ver anos de árduo trabalho consumidos pela cruel estiagem. Vendo uma reportagem com líder de uma comunidade quilombola sertaneja de 130 famílias, ele disse em lágrimas, que levarão dez anos para recuperar o que perderam. E você acha que a situação desses irmãos tem clima para festa?
Porque as Prefeituras têm que gastar recursos financeiros, que não tem para o prazer de meia dúzia de beneficiados, sabendo-se que estes recursos são dos contribuintes. Neste momento se faz necessário mais reflexão pelos atos insanos do prazer de alguns em detrimento com o sofrimento de outros.
Vamos unirmos em solidariedade aos irmãos que nem água tem para beber, é uma festa para comemorar a vida com atos de compaixão não de atos profanos, vamos pensar no nosso próximo. Chega de festa que cada vez mais onerem os cofres públicos sem previsão de receita para os municípios nestes eventos. Hoje no Nordeste o São João já é uma realidade, por isso não necessita mais dos recursos públicos para uma festa que só uma parcela da sociedade ganha financeiramente, diante do calendário nordestino que a iniciativa privada o  que já explora o turismo opere também a festa toda em sim.
Eu sou:
Waldemiro Pereira da Cruz Junior
Contabilista e economista.

Por um desenvolvimento Nacional

 Projeto de Desenvolvimento

Uma estratégia de desenvolvimento econômico, ambiental, cultural e social para o Brasil deve ser composta de três partes inseparáveis. A primeira é o ponto final, ou seja, para onde se quer levar a sociedade, ou seja, o Brasil desejado por todos. A segunda é a trajetória macroeconômica que deve facilitar a chegada a este ponto final. E a terceira são políticas públicas que devem objetivar, por um lado, fazer justiça social e, por outro, alimentar, de forma vigorosa, o projeto de desenvolvimento em curso – por exemplo, políticas educacionais, políticas ambientais, políticas de redução das desigualdades de renda e de riqueza etc. Uma estratégia de desenvolvimento, entretanto, para ser factível deve, acima de tudo, emular o imaginário da sociedade transformando-se em sonho, em utopia e honra nacional. Políticas sociais, políticas macroeconômicas, instrumentos, objetivos, metas, atores sociais e mecanismos de avaliação devem, de forma inescapável, compor uma estratégia de desenvolvimento, mas se ela não for transformada em sonho que movimenta a maioria dos cidadãos permanecerá apenas como uma carta de belas intenções. A sociedade desejada deve ser sonhada.
O objetivo final de uma estratégia de desenvolvimento deve ser a construção de um país cuja sociedade deve estar organizada com base em uma política eficaz de empregos dignos e saudáveis para todos. Uma sociedade que também deve ser:
·         democrática (com inclusão política),
·         tecnologicamente avançada (o que deve propiciar flexibilidade para refazer planos de futuro) e
·         ambientalmente organizada.
 São também partes que não podem ser desassociadas de um projeto de desenvolvimento: um sistema fiscal de gastos e tributário progressivo e solidário (inclusive do ponto de vista inter-geracional) e um sistema distributivo de renda e de riqueza. E, além disso, um projeto de desenvolvimento deve conter também um sistema de geração de igualdades de oportunidades  cujas partes imprescindíveis devam ser sistemas gratuitos e universalizastes de saúde e educação para todos os níveis e necessidades. E, por último, mas não menos importante, o projeto de desenvolvimento deve objetivar um país com infraestrutura e logística (modernas e de tamanho adequado) para coisas e indivíduos. Por exemplo, com uma matriz energética bem planejada, com acesso universalizado à água potável, a esgoto sanitário e à energia elétrica e, ainda, com uma malha de transporte para mercadorias e indivíduos de alta qualidade.
O Estado de bem-estar social é o conceito que resume esse conjunto de objetivos. O Estado de bem-estar social é a maior conquista da civilização ocidental ao longo do século XX. Foi à única conjugação de fatores sociais, políticos e econômicos que conformou um ambiente institucional  que valoriza a liberdade, a individualidade, o trabalho, a atividade empresarial, a gestão republicana do Estado, a justiça e o bem-estar. Sua construção teve início, ao longo do século passado, na Europa ocidental, o palco da sua realização.
Políticas macroeconômicas para o desenvolvimento
As políticas macroeconômicas são classificadas no tripé: a política (ou administração) fiscal, a política monetária e a cambial. O modelo macroeconômico merece destaque dentro de um projeto de desenvolvimento porque seu bom desempenho é uma condição necessária para que outras políticas desenvolvimentistas sejam implementas. Por exemplo, uma política monetária de altas taxas de juros impõe custos orçamentários muito elevados para a gestão da dívida pública e, em decorrência, comprime o orçamento para realização de políticas de gastos em saúde ou educação, dentre outros, isso poderá incompatibilizar com a política do bem estar social. As relações existentes entre as políticas macroeconômicas e as políticas sociais são evidentes.
Quaisquer ações macroeconômicas podem impor custos fiscais, embora possam ser advindas de políticas monetárias ou cambiais. Como as políticas sociais são políticas de gastos, o que se obtém como resultado é que os gastos públicos referentes às políticas macroeconômicas se contrapõem aos gastos públicos das políticas sociais, dado que, em algum nível, sempre existirá alguma restrição orçamentária. Portanto, podem existir políticas macroeconômicas que são incompatíveis com o desenvolvimento, principalmente aquelas que exigem um elevado custo orçamentário. Obviamente, políticas sociais universalizastes mobilizam mais recursos que políticas sociais focalizadas. Logo, aqueles que possuem admiração por políticas fiscais e monetárias austeras (que geram elevados custos fiscais) são os mesmos que mostram também enorme admiração pelas políticas sociais focalizadas. Neste ensaio, a perspectiva das políticas sociais é universalizaste o que é compatível apenas com políticas macroeconômicas de baixo custo orçamentário.
 Administração Fiscal Por administração fiscal entende-se o conjunto de três políticas:
·         Política de arrecadação tributária,
·         Política de gastos do governo e a
·         Política de administração de déficits e da dívida pública (as discussões e debates em torno desta última não serão apresentados neste ensaio).
Uma administração fiscal desenvolvimentista deve ter como objetivos fazer justiça social, manter a economia em rota de crescimento para gerar milhões de empregos e manter a dívida pública numa trajetória contábil responsável, isto é, uma trajetória segura para os credores do Estado. Nenhum desses objetivos deve ser buscado de forma isolada, em detrimento dos demais. A boa arte do exercício da administração fiscal não recomenda, por exemplo, a busca do equilíbrio orçamentário através do corte de gastos públicos em rubricas que geram emprego, renda e bem-estar social, ou seja, que promovem justiça social.
O equilíbrio orçamentário deve ser almejado. Contudo, não são pilares religiosos, morais ou regras da economia doméstica que devem motivar gestores fiscais a buscar o orçamento equilibrado. Mas sim, motivações macroeconômicas. Um governo que possui um orçamento mais próximo do equilíbrio será aquele governo que tem mais “munição” para enfrentar ameaças de recessão com políticas contracíclicas de gastos. A história econômica já mostrou que orçamentos públicos se equilibram quando as economias crescem. Também já foi mostrado que déficits e dívidas crescem em fases em que há baixo crescimento, estagnação ou recessão. O resultado orçamentário é um espelho do que acontece na economia real. Quando há crescimento robusto, haverá equilíbrio das contas públicas. Portanto, o que promove o orçamento equilibrado são políticas macroeconômicas que promovem o crescimento econômico robusto. Políticas de corte de gastos governamentais reduzem o crescimento, geram desemprego, diminuem a arrecadação e, ao final das contas, produzem déficits e crescimento da dívida pública. A administração fiscal deve buscar fazer justiça social não somente pela política de gastos, mas também por intermédio da implementação de um sistema de arrecadação progressivo. A arrecadação é feita basicamente através do estabelecimento de impostos diretos e indiretos. Os impostos diretos incidem sobre as rendas e a riqueza. Os impostos indiretos incidem sobre os produtos e serviços.

  A Política de Arrecadação Tributária nos tempos modernos, onde vigora o capitalismo e a democracia, o Estado é um prestador de serviços à sociedade que o constituiu. Portanto, necessita de recursos. Alguns serviços são necessários para organizar a sociedade de forma civilizada; outros serviços são necessários porque promovem justiça social. Entre os primeiros, destaca-se a prestação do serviço de segurança pública realizado através do aparato policial. Por outro lado, a justiça social deve ser alcançada, por exemplo, através do acesso amplo e irrestrito dos indivíduos a sistemas de saúde e educação de alta qualidade. Impostos, taxas e contribuições são, portanto, uma necessidade da vida civilizada. Há diferenças, por vezes substanciais, de ganhos que conformam as rendas dos indivíduos que vivem em sociedade. O ponto de partida para a promoção da justiça social é a alíquota contributiva cobrada de cada indivíduo. Está consagrado que aqueles que ganham mais devem pagar alíquotas superiores àqueles que ganham menos. Assim, é através de alíquotas diferenciadas que sacrifícios para o pagamento de impostos podem ser equalizados. Logo, um imposto com alíquota única não é socialmente justo porque estabelece um sacrifício menor àqueles que ganham mais.
É reconhecido também que a melhor forma de diferenciar alíquotas é através do imposto direto sobre a renda e sobre o patrimônio. Os impostos indiretos sobre mercadorias de uso generalizado como o leite, por exemplo, que possuem a mesma alíquota para todo e qualquer consumidor, são injustos porque sacrificam demasiadamente os menos afluentes relativamente aos mais ricos.
Uma política de promoção de justiça social deve estar baseada em um sistema tributário progressivo que significa que aqueles que possuem maiores rendimentos e riquezas devem pagar impostos com alíquotas mais elevadas. E, aqueles que recebem rendas menores e possuem riquezas diminutas pagariam taxas menores ou até mesmo estariam isentos. A justiça tributária é feita na arrecadação e no gasto. Em outras palavras, significa que uma parcela da parte da renda que seria poupada pelos mais abastados será transferida na forma monetária ou in natura para aqueles que não teriam acesso a determinados bens e serviços, caso a tributação fosse progressiva. Um sistema tributário progressivo e adequado é aquele que tributa, arrecada, uma parcela daquela parte da renda que não seria gasta pelos ricos.
 Para um sistema ser progressivo é desejável que do total arrecadado a maior parcela seja advinda da tributação direta, onde alíquotas diferenciam os cidadãos de acordo com a sua renda, riqueza e capacidade contributiva. O imposto indireto não é progressivo já que todos pagam as mesmas alíquotas: ricos e pobres, por exemplo, pagam o mesmo imposto ao comprar um litro de leite. O imposto sobre a riqueza também deve ser progressivo na medida em que a riqueza, em geral, é uma aproximação do fluxo de rendimentos dos cidadãos.
Aqueles que possuem maiores riquezas são os mesmos que possuem os maiores rendimentos.
Faz-se justiça social também impedindo a constituição de mecanismos que geram oportunidades diferenciadas. Diferenças de rendas devem ser aceitas até certo grau, diferenças de riqueza e patrimônio também. Mas acessos e oportunidades diferenciadas não podem ser aceitos. A instituição da justiça social deve impedir a emergência de mecanismos que geram privilégios como, por exemplo, a transferência de heranças em magnitude capaz de fazer um indivíduo se diferenciar dos demais não por sua capacidade, mas sim pela capacidade de seus antepassados.
Eu sou:
Waldemiro Pereira da Cruz Junior
Contabilista e economista.

domingo, 3 de março de 2013

EMPREENDEDORISMO


 A IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDORISMO NO CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL


Introdução

 O espírito empreendedor atualmente deixou de ser apenas uma prerrogativa do empresário e do empregador passando a ter um significado mais abrangente e importante, que é deixar de estar passivo aos acontecimentos e ter sugestões, opinar, discutir e repensar uma nova sociedade. Este assunto é relevante na medida em que pensa na criança como futuro da nação. É imprescindível que ela aprenda a assimilar uma visão empreendedora, que possa descobrir suas potencialidades pessoais, realize seus sonhos, busque pela realização dos seus ideais e das coisas em que acredita. É essencial estimular essa capacidade de criação e observação, apostando no seu potencial, pensando a educação como uma ponte para um futuro de realizações. A visão moderna do ensino de empreendedorismo nas séries iniciais do ensino fundamental, sua contribuição e suas dificuldades. Podemos verificar que com essas atitudes ser possível estabelecer um programa de metas para a aprendizagem infantil, com o objetivo de incentivar nas crianças o espírito empreendedor, a autonomia e que as auxiliem nas tomadas de decisões, individual e coletivamente. 
Capitulo I
A matriz teórica do pensamento liberal
A proposta sobre o empreendedorismo indica que a matriz teórica dessa ideia é o pensamento liberal clássico. Os economistas clássicos como, por exemplo, em Adam Smith encontramos a valorização do homem frugal e industrioso; em John Locke localizamos a aposta no interesse individual como a origem do bem comum.
Aprimorando tais elaborações, outros autores vão colaborar com a ideia do empreendedorismo. Walras propõe a compreensão do sistema econômico a partir das ações individuais. Schumpeter desenvolve a ideia de que as inovações que dão movimento ao capitalismo (processo de destruição criativa) resultam das iniciativas dos agentes econômicos (CARNEIRO, 1997).
Mais recentemente, atualizando as correntes clássica e neoclássicas, autores como Hayeck e Friedmann vão reafirmar o individualismo como a mola propulsora do desenvolvimento e ratificar o pressuposto de que os interesses do capital e do trabalho se identificam e seus antagonismos inexistem.
A apropriação desses princípios liberais é condição para a elaboração dos autores que vão se dedicar com grande entusiasmo ao tema do empreendedorismo. Para Drucker, os negócios constroem o futuro, dando a ideia de que a forma social capitalista é natural e, portanto, eterna. O empreendedor, para Filion, é aquele capaz de concretizar seus sonhos, como se a realidade fosse uma projeção da mente (SEBRAE, 2005). Herdeiros da tradição idealista, tais autores se tornaram as principais referências para a articulação entre o empreendedorismo e a educação, sendo que através do profissional educacional o empreendedor vai encontrar a solução para seu sucesso.
Capitulo II
O empreendedorismo no Brasil
No Brasil, o tema empreendedorismo vem ganhando cada vez mais espaço e adesão, chegando a fundamentar projetos de diversas escolas ou mesmo políticas governamental, na busca da eficiência nos negócios dos novos empreendedores, por orientação educacional das Universidades e do próprio SEBRAE. Na literatura se multiplicam as publicações voltadas para a disseminação de uma suposta superioridade do empreendedorismo. A partir da análise de uma dessas obras, serão apresentadas as principais idéias dessa “nova” forma de articulação entre economia e educação.
O livro “segredo de Luisa” resumindo mostra que seu objetivo é a importância do plano de negócios, tanto que, no capitulo 4 quando entra no assunto de marketing e do plano de marketing da empresa mostra claramente a necessidade do planejamento e estratégia no seu negócio a Goiabada Maria Amália, mas o livro conta a historia de uma jovem que ia ser dentista mas, o destino mudou completamente sua vida, pois a sua madrinha Durante madrinha que tinha um empreendimento mais conhecido em ponte nova, era a Fábrica Goiabada Cascão, na cidade. Mas com o passar dos anos Luisa percebe que não tem mais vocação para ser dentista e quando vai para Ponte Nova que é a cidade da Goiabada cascão da madrinha Fernanda de Luíza que para ela é a melhor goiabada do mundo, em cima dessa ideia ela planeja montar uma empresa igual a da sua tia, no começo Luísa ficou um pouco receosa, pois ia abrir um negocio igual a da sua madrinha, a ideia era o nome de Goiabadas Maria Amália, Luisa como não tinha conhecimento na área de planejamento,organização buscou ajuda com o professor de empreendedorismo Pedro, e daí ela começa a assimilar realmente quais as dificuldade e estratégias para ser um bom empreendedor .
Só que surgiram problemas, pois Luisa esperava algo mais rápido e menos burocrático na montagem de sua empresa, só que ela percebeu que não era bem assim, e Pedro seu professor, começou a lhe dar informações sobre: plano de marketing, estratégia de marketing, certificação de qualidade, projeto de questionários, planos financeiros e entre outros, de uma estudante de odontologia para uma empreendedora, Luísa viu que não era tão simples como ela imaginava, Pedro então começou a desenvolver idéias: entre elas a perguntar sobre o conhecimento dela sobre o mercado, quem era o seu cliente alvo, quais os projetos da empresa Goiabadas Maria Amália, que tipo de cliente irá satisfazer para comprar o tal produto, e com o passar do tempo Luisa foi buscando e aprimorando seu conhecimento, vendo e revendo as rotinas de planejamento de seu negócio, quando li o livro no começo pensei que fosse um livro de empresário informando e fornecendo dicas para sua empresa, depois pensei que era uma introdução de montar um negócio, mas depois vi, que com palavras claras e objetiva feito o mercado atual é, o livro relata a importância e magnitude do plano de negocio em uma organização. Com uma linguagem “popular” Dolabela deixa claro que o planejar, organizar é uma das ferramentas para criação e solidez no mercado.
Capitulo III
Em busca do sonho empreendedor
O Segredo de todo empreendedor para o sucesso, é abordagem uma série de orientações e ensinamentos sobre o empreendedorismo no Brasil, confirmando previsões como “a difusão da cultura empreendedora no mundo será a grande revolução silenciosa do século XXI”. A Constituição de uma empresa requer pesquisa, onde e preciso a busca permanente, por conhecimento do seu negócio, dinamismo, confiança, orientação acadêmica e planejamento estratégico.
A partir daí o jovem empreendedor percebe a noção exata de um produto poderoso, famoso, mas inexistente no comércio, o produto dentro da sua analise surge como uma excelente oportunidade de negócios, que passaram a fazer parte de seus sonhos. Sonho esse de transformar o mundo, através de muita vontade de aprender com seu próprio negocio, consiste em critério de sucesso não se deixando influenciar por ninguém, depois de anos de planejamento.
Após muitas perguntas, algumas até em um tom desafiador, o professor percebeu que Luísa não tinha o menor conhecimento do mercado, e afirmou que ela ainda não estava em condições de abrir empresa alguma, precisava de muita pesquisa e muito estudo, e aconselhou que a mesma fizesse um plano de negócios, considerando que hoje o mais importante não é ter o melhor produto, isso não basta, precisa conhecer o mercado a tecnologia que envolve a fabricação de qualquer produto, para se alcançar a tão procurada qualidade. Esse e o momento muito importante para o empreendedor obter o verdadeiro sucesso através de muito estudo e fundamentalmente planejamento estratégico, trabalhado e pesquisado o produto através de uma amostragem dos futuros consumidores.  
O professor como profissional acadêmico e de extrema importância para êxito no primeiro ano das empresas, até então em processo de incubação, conseguir o que ele chama de necessário ao bom empreendedor, é preciso conhecimento profundo do negócio, dos clientes, dos fornecedores, da concorrência, das tendências e sinalizações sobre o futuro do produto, além da gerência e da administração financeira.
O professor passa a ser um companheiro na aprendizagem e aprende muito com isso, nesse processo, o docente surge como um organizador e não mais como aquela figura que ensina. Dolabela ressalta que o aprendizado na educação empreendedora se dá por meio dos processos de descoberta, sem respostas certas. O que significa que cada aula pode trazer valiosas contribuições não apenas para os estudantes, mas também para os professores. Ambos devem estar sempre prontos e abertos para adquirir conhecimento e trocar experiências. Assim, o aluno é envolvido em todo o processo de aprendizagem, passando a ser também responsável pelos resultados.
No segredo de Luísa o professor Pedro colocou temas como a energia do empreendedor, ele é um trabalhador incansável, precisa trabalhar á noite, em finais de semana, portanto precisa gostar muito do que faz, é muito difícil alguém obter sucesso quando não se dedica totalmente ao seu negócio, e na verdade o empreendedor aprende fazendo e com os erros que comete isso é importante, porque a criatividade só aflora em um ambiente de total liberdade, onde se pode errar, portanto a empresa é o laboratório para as experiências que resultarão em sucesso.
Capitulo IV
 A importância da disciplina e do professor de empreendedorismo
Seguindo as orientações do professor Pedro, Luísa comprou um software, ferramenta de grande ajuda para a realização de seus planos, e assim tornou-se rotineiro em sua vida, a primeira coisa que fazia de manhã era recorrer ao seu computador para a atualização de dados, logicamente que em seis meses os planos sobre a goiabada Maria Amália se alteraram várias vezes, mas Luísa percebeu que as alterações eram evolutivas, mas já não estava mais desanimada, as mudanças se faziam necessárias, e percebeu que começava a aprender com os próprios erros, como lhe expôs o professor Pedro. Para o professor, os jovens aprendem a enfrentar dificuldades e a ultrapassar os grandes desafios globais quando podem ter acesso a uma formação empreendedora. “Eles vão aprender a gerenciar projetos importantes muito além do mercado de mercado de trabalho, mas a educação empreendedora não está restrita ao ensino superior. Em todos os níveis de ensino, é preciso incentivar os alunos a terem um comportamento independente. “Estimulamos os jovens a desenvolverem responsabilidade e autonomia. O mundo em que vivemos exige isso. Mas o fazemos de forma lúdica, utilizando ferramentas tecnológicas. Falamos de um jovem que é preparado para se tornar protagonista da sua vida, uma pessoa proativa, capaz de ser um transformador social.
O foco deixa de ser apenas a capacidade de empreender, mas a possibilidade de criar alunos mais autônomos, responsáveis, inovadores e articulados. Na prática, buscam-se um currículo que contemple conteúdos interdisciplinares e a exploração de novos espaços de aprendizagem, como projetos que envolvam a comunidade. A sala de aula deixa de ser o cenário principal do ensino e o aluno vai a campo, pesquisar e experimentar ferramentas que o aproxime mais do contexto em que vive.
O aprendizado dos alunos tanto na sala de aula como a campo através de visitas coordenadas pelo professor, para mostrar os dados atuais e principalmente para contar sua situação familiar, mas percebe a alegria ao ver que ele esta assistindo a evolução, principalmente em exercícios com participação de todos.
O professor responde que ao final do curso seus alunos apresentam os planos de negócios das empresas que criam. Que são necessários para que todos saibam que empresas estão surgindo e quais precisam da ajuda dos sistemas de suporte.  E o que são sistemas de suporte?
 São instituições ou organizações voltadas para apoio a empresas emergentes, atualmente a pequena empresa representa um papel muito importante na economia em todo o mundo, contribuindo na gestão de empregos e no PIB dos países.
Capitulo V
Conclusão
Para definir a função de gerenciar, e importante começar através dos conceitos de eficiência e eficácia, que estão intimamente ligados á organização do trabalho, eficiência é fazer as coisas de forma certa e eficácia é fazer com que as coisas certas sejam feitas, isso ocorre quando há distribuição de tarefas entre diversas pessoas. Muitas pequenas empresas morrem no terceiro ano de vida, um dos problemas que enfrenta o jovem empreendedor, para evitar essa falência, seria aconselhável que contratasse uma pessoa de confiança para ajudar a administrar a empresa, alguém com bagagem nessa área, para trabalhar principalmente o setor de compras e contas a pagar, função crucial dentro de uma organização. A melhor parte é contas a receber, é simples, mas necessita de constante controle, também é função do funcionário administrativo, ele deve organizar os dados para que você proceda à análise diária, pois essa é uma função do gerente da empresa, nunca se deve delegar essa tarefa. A parte contábil pode ser terceirizada, pode ser contratado um contador, ou um escritório de contabilidade para cuidar dessa parte dentro de sua empresa. 
Para finalizar o projeto de constituição da empresa e ter sucesso, é muito importante escolher bem os sócios, pois este terá que ter o mesmo objetivo que você e atuar em uma área dentro da empresa que você não goste muito e vice- versa, na sociedade atual 50% dos empresários possuem sócios.
Nos dias atuais não se visa a criação de empresas de sucesso, mas sim a formação de empreendedores de sucesso. Para os empreendedores de sucesso, o eventual fracasso da empresa é visto antes como um resultado, com o qual saberão aprender. A atividade de empreender, representada principalmente pela identificação e aproveitamento constante das oportunidades, faz parte da rotina do empreendedor.
O empreendedorismo consegue propor conceitos que permitem a identificação de
condições de sucesso na criação e gestão de negócios.
A ênfase na construção de um perfil de empreendedor, perfil que conduz a uma capacidade de aquisição pró-ativa de know how e não somente na aquisição de um estoque de conhecimentos.
No empreendedorismo, são abordados conceitos que regem a realidade nas relações de trabalho: a emoção (nas empresas, o quociente emocional substitui o quociente intelectual), a ênfase no ego, a convivência com a ambigüidade e incerteza, a aplicação contextual dos conhecimentos, o desenvolvimento do processo visionário.
Uma figura importante para um empreendedor é o “padrinho”, pois na elaboração do Plano de Negócios, o “padrinho” será um consultor, durante todas as fases de sua elaboração. Será um crítico e um parceiro para discussões, ele acompanhará a elaboração do Plano de Negócios e será a primeira pessoa a examiná-lo depois de pronto, de preferência o “padrinho” deverá ser um empresário que seja admirado pelo empreendedor e alguém que atue no mesmo ramo com sucesso.
O Plano de Negócios e sua utilização, é algo ainda incipiente no Brasil, é uma linguagem utilizada para descrever de forma completa o que é ou o que pretende ser uma empresa. Mais detalhadamente, é uma forma de pensar sobre o futuro do negócio pois ele o descreve.
Conforme comentado a cima, o Plano de Negócios pode auxiliar a diminuir a “taxa de mortalidade” das empresas, esta demonstrou-se bastante elevada, cerca de 90% no Brasil. Para elaborar o Plano de Negócios, exigem-se conhecimentos sobre o setor do negócio e o contexto mercadológico, bem como a percepção gerencial e habilidade em lidar com assuntos técnicos e legais, em diversas áreas, e em vencer barreiras no relacionamento interpessoal. É necessário que as idéias estejam claras e que todos os envolvidos estejam de acordo.
A pequena empresa, conta hoje, com a tecnologia da Internet para lançar-se no mercado global, devido a preços baixos e alta velocidade de acesso, tanto a tecnologia da informação quanto ao seu uso competitivo. Mas para obter o resultado esperado desta poderosa ferramenta, é necessário que seu uso esteja planejado e preparado. A Internet agregará valor à empresa através da grande quantidade (algo em torno de 10% da população brasileira) de pessoas conectadas a rede e consumidores com acesso a uma enorme quantidade de novos mercados, agilidade nas compras e a possibilidade de testar produtos e serviços personalizados antes de comprar.
A importância da Internet como um catalisador de negócios é consenso geral entre a
maioria das empresas no Brasil e do mundo.
Pois através da Internet, surgem as empresas classe mundial, devido a decorrência do aparecimento do consumidor global com altíssima exigência em termos de qualidade e adequação do produto/serviço à sua necessidade.
As empresas devem estar preparadas para assumirem um padrão internacional, em tudo. Na qualidade do produto, no gerenciamento da empresa, na visão mercadológica, envolvendo aí distribuição d produto, assistência pós-venda, políticas de preço, propaganda e promoção. As empresas classe mundial transformam a alta competitividade da economia globalizada em oportunidades de negócios, posicionando-se como elos essenciais em uma cadeia de complementaridade.
No período de validação de uma ideia  faz-se importante dar ênfase ao Ciclo de visão, pois as idéias alteram-se constantemente, compondo o ciclo: visão; novas relações; nova visão. Até chegar a visão central, onde o produto estará completamente definido, assim como a empresa.

 Referências bibliográficas:
ANDERSON, Perry. As Origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
CARNEIRO, Ricardo. Os clássicos da economia. V. 1 e 2. São Paulo : Ática, 1997.
CHAUÍ, M. Vocação política e vocação científica da Universidade. Educação Brasileira, Brasília: MEC/CRUB, 15(31), 1993.
DOLABELA, Fernando. Pedagogia Empreendedora - O Ensino do Empreendedorismo na Educação Básica, voltado para o Desenvolvimento Sustentável. São Paulo : Editora de Cultura, 2003.
HARVEY, David. Condição Pós-moderna. São Paulo : Loyola, 1999.
JAMESON, Frederic. Pós-modernismo: A lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997.
SEBRAE. Educação – Sebrae – Introdução. 2005. Disponível em http://educacao.sebrae.com.br/pportal.asp?nPortalID=1&nHierarquiaID=200 . Acessado em 12 abr. 2005.
SMITH, Adam. Uma investigação sobre a natureza e causa da riqueza das nações. Livro 1. São Paulo : Hemus, 1981.