domingo, 3 de março de 2013

EMPREENDEDORISMO


 A IMPORTÂNCIA DO EMPREENDEDORISMO NO CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL


Introdução

 O espírito empreendedor atualmente deixou de ser apenas uma prerrogativa do empresário e do empregador passando a ter um significado mais abrangente e importante, que é deixar de estar passivo aos acontecimentos e ter sugestões, opinar, discutir e repensar uma nova sociedade. Este assunto é relevante na medida em que pensa na criança como futuro da nação. É imprescindível que ela aprenda a assimilar uma visão empreendedora, que possa descobrir suas potencialidades pessoais, realize seus sonhos, busque pela realização dos seus ideais e das coisas em que acredita. É essencial estimular essa capacidade de criação e observação, apostando no seu potencial, pensando a educação como uma ponte para um futuro de realizações. A visão moderna do ensino de empreendedorismo nas séries iniciais do ensino fundamental, sua contribuição e suas dificuldades. Podemos verificar que com essas atitudes ser possível estabelecer um programa de metas para a aprendizagem infantil, com o objetivo de incentivar nas crianças o espírito empreendedor, a autonomia e que as auxiliem nas tomadas de decisões, individual e coletivamente. 
Capitulo I
A matriz teórica do pensamento liberal
A proposta sobre o empreendedorismo indica que a matriz teórica dessa ideia é o pensamento liberal clássico. Os economistas clássicos como, por exemplo, em Adam Smith encontramos a valorização do homem frugal e industrioso; em John Locke localizamos a aposta no interesse individual como a origem do bem comum.
Aprimorando tais elaborações, outros autores vão colaborar com a ideia do empreendedorismo. Walras propõe a compreensão do sistema econômico a partir das ações individuais. Schumpeter desenvolve a ideia de que as inovações que dão movimento ao capitalismo (processo de destruição criativa) resultam das iniciativas dos agentes econômicos (CARNEIRO, 1997).
Mais recentemente, atualizando as correntes clássica e neoclássicas, autores como Hayeck e Friedmann vão reafirmar o individualismo como a mola propulsora do desenvolvimento e ratificar o pressuposto de que os interesses do capital e do trabalho se identificam e seus antagonismos inexistem.
A apropriação desses princípios liberais é condição para a elaboração dos autores que vão se dedicar com grande entusiasmo ao tema do empreendedorismo. Para Drucker, os negócios constroem o futuro, dando a ideia de que a forma social capitalista é natural e, portanto, eterna. O empreendedor, para Filion, é aquele capaz de concretizar seus sonhos, como se a realidade fosse uma projeção da mente (SEBRAE, 2005). Herdeiros da tradição idealista, tais autores se tornaram as principais referências para a articulação entre o empreendedorismo e a educação, sendo que através do profissional educacional o empreendedor vai encontrar a solução para seu sucesso.
Capitulo II
O empreendedorismo no Brasil
No Brasil, o tema empreendedorismo vem ganhando cada vez mais espaço e adesão, chegando a fundamentar projetos de diversas escolas ou mesmo políticas governamental, na busca da eficiência nos negócios dos novos empreendedores, por orientação educacional das Universidades e do próprio SEBRAE. Na literatura se multiplicam as publicações voltadas para a disseminação de uma suposta superioridade do empreendedorismo. A partir da análise de uma dessas obras, serão apresentadas as principais idéias dessa “nova” forma de articulação entre economia e educação.
O livro “segredo de Luisa” resumindo mostra que seu objetivo é a importância do plano de negócios, tanto que, no capitulo 4 quando entra no assunto de marketing e do plano de marketing da empresa mostra claramente a necessidade do planejamento e estratégia no seu negócio a Goiabada Maria Amália, mas o livro conta a historia de uma jovem que ia ser dentista mas, o destino mudou completamente sua vida, pois a sua madrinha Durante madrinha que tinha um empreendimento mais conhecido em ponte nova, era a Fábrica Goiabada Cascão, na cidade. Mas com o passar dos anos Luisa percebe que não tem mais vocação para ser dentista e quando vai para Ponte Nova que é a cidade da Goiabada cascão da madrinha Fernanda de Luíza que para ela é a melhor goiabada do mundo, em cima dessa ideia ela planeja montar uma empresa igual a da sua tia, no começo Luísa ficou um pouco receosa, pois ia abrir um negocio igual a da sua madrinha, a ideia era o nome de Goiabadas Maria Amália, Luisa como não tinha conhecimento na área de planejamento,organização buscou ajuda com o professor de empreendedorismo Pedro, e daí ela começa a assimilar realmente quais as dificuldade e estratégias para ser um bom empreendedor .
Só que surgiram problemas, pois Luisa esperava algo mais rápido e menos burocrático na montagem de sua empresa, só que ela percebeu que não era bem assim, e Pedro seu professor, começou a lhe dar informações sobre: plano de marketing, estratégia de marketing, certificação de qualidade, projeto de questionários, planos financeiros e entre outros, de uma estudante de odontologia para uma empreendedora, Luísa viu que não era tão simples como ela imaginava, Pedro então começou a desenvolver idéias: entre elas a perguntar sobre o conhecimento dela sobre o mercado, quem era o seu cliente alvo, quais os projetos da empresa Goiabadas Maria Amália, que tipo de cliente irá satisfazer para comprar o tal produto, e com o passar do tempo Luisa foi buscando e aprimorando seu conhecimento, vendo e revendo as rotinas de planejamento de seu negócio, quando li o livro no começo pensei que fosse um livro de empresário informando e fornecendo dicas para sua empresa, depois pensei que era uma introdução de montar um negócio, mas depois vi, que com palavras claras e objetiva feito o mercado atual é, o livro relata a importância e magnitude do plano de negocio em uma organização. Com uma linguagem “popular” Dolabela deixa claro que o planejar, organizar é uma das ferramentas para criação e solidez no mercado.
Capitulo III
Em busca do sonho empreendedor
O Segredo de todo empreendedor para o sucesso, é abordagem uma série de orientações e ensinamentos sobre o empreendedorismo no Brasil, confirmando previsões como “a difusão da cultura empreendedora no mundo será a grande revolução silenciosa do século XXI”. A Constituição de uma empresa requer pesquisa, onde e preciso a busca permanente, por conhecimento do seu negócio, dinamismo, confiança, orientação acadêmica e planejamento estratégico.
A partir daí o jovem empreendedor percebe a noção exata de um produto poderoso, famoso, mas inexistente no comércio, o produto dentro da sua analise surge como uma excelente oportunidade de negócios, que passaram a fazer parte de seus sonhos. Sonho esse de transformar o mundo, através de muita vontade de aprender com seu próprio negocio, consiste em critério de sucesso não se deixando influenciar por ninguém, depois de anos de planejamento.
Após muitas perguntas, algumas até em um tom desafiador, o professor percebeu que Luísa não tinha o menor conhecimento do mercado, e afirmou que ela ainda não estava em condições de abrir empresa alguma, precisava de muita pesquisa e muito estudo, e aconselhou que a mesma fizesse um plano de negócios, considerando que hoje o mais importante não é ter o melhor produto, isso não basta, precisa conhecer o mercado a tecnologia que envolve a fabricação de qualquer produto, para se alcançar a tão procurada qualidade. Esse e o momento muito importante para o empreendedor obter o verdadeiro sucesso através de muito estudo e fundamentalmente planejamento estratégico, trabalhado e pesquisado o produto através de uma amostragem dos futuros consumidores.  
O professor como profissional acadêmico e de extrema importância para êxito no primeiro ano das empresas, até então em processo de incubação, conseguir o que ele chama de necessário ao bom empreendedor, é preciso conhecimento profundo do negócio, dos clientes, dos fornecedores, da concorrência, das tendências e sinalizações sobre o futuro do produto, além da gerência e da administração financeira.
O professor passa a ser um companheiro na aprendizagem e aprende muito com isso, nesse processo, o docente surge como um organizador e não mais como aquela figura que ensina. Dolabela ressalta que o aprendizado na educação empreendedora se dá por meio dos processos de descoberta, sem respostas certas. O que significa que cada aula pode trazer valiosas contribuições não apenas para os estudantes, mas também para os professores. Ambos devem estar sempre prontos e abertos para adquirir conhecimento e trocar experiências. Assim, o aluno é envolvido em todo o processo de aprendizagem, passando a ser também responsável pelos resultados.
No segredo de Luísa o professor Pedro colocou temas como a energia do empreendedor, ele é um trabalhador incansável, precisa trabalhar á noite, em finais de semana, portanto precisa gostar muito do que faz, é muito difícil alguém obter sucesso quando não se dedica totalmente ao seu negócio, e na verdade o empreendedor aprende fazendo e com os erros que comete isso é importante, porque a criatividade só aflora em um ambiente de total liberdade, onde se pode errar, portanto a empresa é o laboratório para as experiências que resultarão em sucesso.
Capitulo IV
 A importância da disciplina e do professor de empreendedorismo
Seguindo as orientações do professor Pedro, Luísa comprou um software, ferramenta de grande ajuda para a realização de seus planos, e assim tornou-se rotineiro em sua vida, a primeira coisa que fazia de manhã era recorrer ao seu computador para a atualização de dados, logicamente que em seis meses os planos sobre a goiabada Maria Amália se alteraram várias vezes, mas Luísa percebeu que as alterações eram evolutivas, mas já não estava mais desanimada, as mudanças se faziam necessárias, e percebeu que começava a aprender com os próprios erros, como lhe expôs o professor Pedro. Para o professor, os jovens aprendem a enfrentar dificuldades e a ultrapassar os grandes desafios globais quando podem ter acesso a uma formação empreendedora. “Eles vão aprender a gerenciar projetos importantes muito além do mercado de mercado de trabalho, mas a educação empreendedora não está restrita ao ensino superior. Em todos os níveis de ensino, é preciso incentivar os alunos a terem um comportamento independente. “Estimulamos os jovens a desenvolverem responsabilidade e autonomia. O mundo em que vivemos exige isso. Mas o fazemos de forma lúdica, utilizando ferramentas tecnológicas. Falamos de um jovem que é preparado para se tornar protagonista da sua vida, uma pessoa proativa, capaz de ser um transformador social.
O foco deixa de ser apenas a capacidade de empreender, mas a possibilidade de criar alunos mais autônomos, responsáveis, inovadores e articulados. Na prática, buscam-se um currículo que contemple conteúdos interdisciplinares e a exploração de novos espaços de aprendizagem, como projetos que envolvam a comunidade. A sala de aula deixa de ser o cenário principal do ensino e o aluno vai a campo, pesquisar e experimentar ferramentas que o aproxime mais do contexto em que vive.
O aprendizado dos alunos tanto na sala de aula como a campo através de visitas coordenadas pelo professor, para mostrar os dados atuais e principalmente para contar sua situação familiar, mas percebe a alegria ao ver que ele esta assistindo a evolução, principalmente em exercícios com participação de todos.
O professor responde que ao final do curso seus alunos apresentam os planos de negócios das empresas que criam. Que são necessários para que todos saibam que empresas estão surgindo e quais precisam da ajuda dos sistemas de suporte.  E o que são sistemas de suporte?
 São instituições ou organizações voltadas para apoio a empresas emergentes, atualmente a pequena empresa representa um papel muito importante na economia em todo o mundo, contribuindo na gestão de empregos e no PIB dos países.
Capitulo V
Conclusão
Para definir a função de gerenciar, e importante começar através dos conceitos de eficiência e eficácia, que estão intimamente ligados á organização do trabalho, eficiência é fazer as coisas de forma certa e eficácia é fazer com que as coisas certas sejam feitas, isso ocorre quando há distribuição de tarefas entre diversas pessoas. Muitas pequenas empresas morrem no terceiro ano de vida, um dos problemas que enfrenta o jovem empreendedor, para evitar essa falência, seria aconselhável que contratasse uma pessoa de confiança para ajudar a administrar a empresa, alguém com bagagem nessa área, para trabalhar principalmente o setor de compras e contas a pagar, função crucial dentro de uma organização. A melhor parte é contas a receber, é simples, mas necessita de constante controle, também é função do funcionário administrativo, ele deve organizar os dados para que você proceda à análise diária, pois essa é uma função do gerente da empresa, nunca se deve delegar essa tarefa. A parte contábil pode ser terceirizada, pode ser contratado um contador, ou um escritório de contabilidade para cuidar dessa parte dentro de sua empresa. 
Para finalizar o projeto de constituição da empresa e ter sucesso, é muito importante escolher bem os sócios, pois este terá que ter o mesmo objetivo que você e atuar em uma área dentro da empresa que você não goste muito e vice- versa, na sociedade atual 50% dos empresários possuem sócios.
Nos dias atuais não se visa a criação de empresas de sucesso, mas sim a formação de empreendedores de sucesso. Para os empreendedores de sucesso, o eventual fracasso da empresa é visto antes como um resultado, com o qual saberão aprender. A atividade de empreender, representada principalmente pela identificação e aproveitamento constante das oportunidades, faz parte da rotina do empreendedor.
O empreendedorismo consegue propor conceitos que permitem a identificação de
condições de sucesso na criação e gestão de negócios.
A ênfase na construção de um perfil de empreendedor, perfil que conduz a uma capacidade de aquisição pró-ativa de know how e não somente na aquisição de um estoque de conhecimentos.
No empreendedorismo, são abordados conceitos que regem a realidade nas relações de trabalho: a emoção (nas empresas, o quociente emocional substitui o quociente intelectual), a ênfase no ego, a convivência com a ambigüidade e incerteza, a aplicação contextual dos conhecimentos, o desenvolvimento do processo visionário.
Uma figura importante para um empreendedor é o “padrinho”, pois na elaboração do Plano de Negócios, o “padrinho” será um consultor, durante todas as fases de sua elaboração. Será um crítico e um parceiro para discussões, ele acompanhará a elaboração do Plano de Negócios e será a primeira pessoa a examiná-lo depois de pronto, de preferência o “padrinho” deverá ser um empresário que seja admirado pelo empreendedor e alguém que atue no mesmo ramo com sucesso.
O Plano de Negócios e sua utilização, é algo ainda incipiente no Brasil, é uma linguagem utilizada para descrever de forma completa o que é ou o que pretende ser uma empresa. Mais detalhadamente, é uma forma de pensar sobre o futuro do negócio pois ele o descreve.
Conforme comentado a cima, o Plano de Negócios pode auxiliar a diminuir a “taxa de mortalidade” das empresas, esta demonstrou-se bastante elevada, cerca de 90% no Brasil. Para elaborar o Plano de Negócios, exigem-se conhecimentos sobre o setor do negócio e o contexto mercadológico, bem como a percepção gerencial e habilidade em lidar com assuntos técnicos e legais, em diversas áreas, e em vencer barreiras no relacionamento interpessoal. É necessário que as idéias estejam claras e que todos os envolvidos estejam de acordo.
A pequena empresa, conta hoje, com a tecnologia da Internet para lançar-se no mercado global, devido a preços baixos e alta velocidade de acesso, tanto a tecnologia da informação quanto ao seu uso competitivo. Mas para obter o resultado esperado desta poderosa ferramenta, é necessário que seu uso esteja planejado e preparado. A Internet agregará valor à empresa através da grande quantidade (algo em torno de 10% da população brasileira) de pessoas conectadas a rede e consumidores com acesso a uma enorme quantidade de novos mercados, agilidade nas compras e a possibilidade de testar produtos e serviços personalizados antes de comprar.
A importância da Internet como um catalisador de negócios é consenso geral entre a
maioria das empresas no Brasil e do mundo.
Pois através da Internet, surgem as empresas classe mundial, devido a decorrência do aparecimento do consumidor global com altíssima exigência em termos de qualidade e adequação do produto/serviço à sua necessidade.
As empresas devem estar preparadas para assumirem um padrão internacional, em tudo. Na qualidade do produto, no gerenciamento da empresa, na visão mercadológica, envolvendo aí distribuição d produto, assistência pós-venda, políticas de preço, propaganda e promoção. As empresas classe mundial transformam a alta competitividade da economia globalizada em oportunidades de negócios, posicionando-se como elos essenciais em uma cadeia de complementaridade.
No período de validação de uma ideia  faz-se importante dar ênfase ao Ciclo de visão, pois as idéias alteram-se constantemente, compondo o ciclo: visão; novas relações; nova visão. Até chegar a visão central, onde o produto estará completamente definido, assim como a empresa.

 Referências bibliográficas:
ANDERSON, Perry. As Origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
CARNEIRO, Ricardo. Os clássicos da economia. V. 1 e 2. São Paulo : Ática, 1997.
CHAUÍ, M. Vocação política e vocação científica da Universidade. Educação Brasileira, Brasília: MEC/CRUB, 15(31), 1993.
DOLABELA, Fernando. Pedagogia Empreendedora - O Ensino do Empreendedorismo na Educação Básica, voltado para o Desenvolvimento Sustentável. São Paulo : Editora de Cultura, 2003.
HARVEY, David. Condição Pós-moderna. São Paulo : Loyola, 1999.
JAMESON, Frederic. Pós-modernismo: A lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997.
SEBRAE. Educação – Sebrae – Introdução. 2005. Disponível em http://educacao.sebrae.com.br/pportal.asp?nPortalID=1&nHierarquiaID=200 . Acessado em 12 abr. 2005.
SMITH, Adam. Uma investigação sobre a natureza e causa da riqueza das nações. Livro 1. São Paulo : Hemus, 1981.














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